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<p><br></p><p>Confira abaixo a íntegra da matéria postada pela Record News. Link:&nbsp;<a href="https://recordnewsinternacional.com/lifestyle/saude-e-beleza/polilaminina-como-funciona-tratamento-inovador-para-lesao-medular-06-01-2026-76870">Polilaminina: como funciona tratamento inovador para lesão medular - RECORD NEWS INTERNACIONAL - seu site de notícias</a></p><p><br></p><p>Um tratamento inovador desenvolvido no Brasil para recuperar movimentos perdidos após lesões graves na medula espinhal começou a ser testado em humanos. A substância, chamada polilaminina, entrou na fase 1 de estudos clínicos após autorização da Anvisa e será aplicada inicialmente em cinco voluntários com idades entre 18 e 72 anos, que sofreram lesões há menos de 72 horas.</p><p><br></p><p><br></p><p><b>Autorização da Anvisa marca início dos testes em humanos</b></p><p><br></p><p>A autorização foi concedida na terça-feira (5) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os testes fazem parte da fase 1 do estudo clínico, etapa dedicada principalmente à avaliação da segurança do medicamento em humanos. Os procedimentos serão realizados na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e no Hospital das Clínicas, sob supervisão de um comitê independente da Anvisa.</p><p><br></p><p>O projeto é conduzido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica brasileira Cristália. A equipe trabalha no desenvolvimento da polilaminina desde 2007, com foco na regeneração do tecido nervoso em casos de lesão medular.</p><p><br></p><p><br></p><p><b>O que é a polilaminina e como ela atua</b></p><p><br></p><p>A polilaminina é um medicamento desenvolvido a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e fundamental para a manutenção da estrutura celular e regeneração do tecido nervoso. Em casos de lesão medular, ocorre o rompimento dos axônios — estruturas responsáveis por conduzir impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.</p><p><br></p><p>Segundo Tatiana Sampaio, a interrupção dessa comunicação é o principal fator que leva à perda de movimentos. A hipótese dos pesquisadores foi a de que a aplicação de uma substância com estrutura semelhante à laminina poderia reconstruir essa “fiação elétrica” rompida, restabelecendo a condução dos estímulos nervosos.</p><p><br></p><p>A partir dessa ideia, foi desenvolvida a polilaminina, com estrutura idêntica à proteína natural, mas adaptada para uso como fármaco.</p><p><br></p><p><br></p><p><b>Resultados em animais e experiências anteriores</b></p><p><br></p><p>Antes de chegar aos testes em humanos, o medicamento foi aplicado em ratos com lesão medular. De acordo com os pesquisadores, os animais recuperaram todos os movimentos, e foi observada a formação de uma ponte entre os dois pontos da fratura onde a substância foi aplicada.</p><p><br></p><p>Além disso, Tatiana Sampaio relatou uma análise anterior envolvendo oito pacientes. Dois morreram no início do tratamento, enquanto os outros seis apresentaram recuperação de movimentos. Entre os casos citados está o de Bruno Drummond, de 31 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de trânsito em 2018 e, segundo a pesquisadora, recuperou completamente os movimentos.</p><p><br></p><p>“O paciente estava tetraplégico e não teria mais capacidade de movimentar nada do tronco para baixo, e conseguiu recuperar completamente os movimentos”, afirmou Tatiana. Exames de eletrofisiologia indicaram que a condução elétrica, inicialmente inexistente, foi sendo gradualmente restaurada</p><p><br></p><p><b>Próximas etapas e possível entrada no SUS</b></p><p><br></p><p>Com a fase 1 em andamento, o objetivo agora é confirmar a segurança da polilaminina. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia do tratamento passa a ser avaliada de forma mais ampla. O registro do medicamento só poderá ser solicitado após a conclusão da terceira fase.</p><p><br></p><p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do avanço científico nacional, mas afirmou que ainda não há previsão para a incorporação do tratamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, essa discussão só ocorrerá após a fase 3, quando a Conitec analisará a eficácia e a viabilidade da tecnologia para uso na rede pública.</p><div><br></div><p> </p>
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Polilaminina Anvisa Dra. Tatiana Sampaio